Te extraño

Sempre que penso em saudade, lembro que não existe expressão que mais represente esse sentimento do que a espanhola.

Te extraño

Saudade é como alguém que se torna um estranho ao longo dos anos. Depois de um tempo você não se lembra de muito, somente de sentimentos, de pequenas palavras que foram significativas durante sua conexão.

Você tenta se lembrar dos cheiros, mas nada vem. As roupas não mais os guardam. Tenta se lembrar do calor do corpo, mas ele não existe, porque não há mais corpo. Se esforça ao máximo para se lembrar da voz, mas só consegue ouvir as risadas – porque elas eram as mais importantes.

Aos poucos tudo parece uma fotografia gasta. Te extraño. Não quero que você seja um estranho, mas como pedir de volta alguém que já teve seu caminho traçado? Não gosto da palavra fim e, se eu estiver terrivelmente errada sobre a imortalidade da alma, espero que meu cérebro mostre seu rosto antes de eu morrer.

O que me alegra (quase nada, mas ainda sim é um começo), é que eu ainda me lembro de você quando vejo o entardecer. Não porque passei inúmeros esparramada em sua cama, vendo-os da janela do seu quarto enquanto ouvia os roncos do seu corpo, mas porque sempre me lembro de você quando vejo coisas belas.

E espero que, em algum lugar do universo, você ainda possa olhar em minha direção, ouvindo minhas pequenas orações de amor e de saudade.

Te extrãno.

~ por Juliana em junho 12, 2015.

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