Seria um Oscar merecido?

Poster semi-oficial

Por que Sandra Bullock ganhou um Oscar pelo filme The Blind Side (John Lee Hancock)? Essa foi a pergunta que me veio em mente quando pensei em ver o filme. O trailer já tinha me feito pensar bem desse longa do diretor John Lee Hancock, primeiro filme que vejo dele, principalmente porque ele não tem muitas participações como diretor, normalmente. No The Blind Side (ou Um Sonho Possível como foi traduzido para cá), além de diretor, ele também faz o papel de roteirista.

Eu diria que é por esse segundo que daria meus parabéns a ele. Em si, o filme não tem muita coisa a oferecer. É bom um bom filme, confesso, com um assunto que realmente nos emociona, além de ser um fato real. Mas o que realmente salva o filme são os bons diálogos. Também penso que é principalmente por isso que Sandra Bullock ganhou seu primeiro Oscar, ela foi premiada com um papel de suma importância, tocante e principalmente bem escrito.

Além disso, foi talvez a primeira vez que vi Bullock em um filme que não chega nem perto de comédia romântica. É aquela coisa de ter a sorte de pegar um personagem maduro e saber aproveitar isso. Ou então a mudança drástica de visual, uma perua loira republicana católica. O primeiro comentário que escutei no filme foi “ela tá estranha loira”. Realmente, ela está estranha loira, mas isso não vem ao caso.

O que é importante é que o filme se mostrou realmente o que eu esperava ele. Aquele tipo de filme que você às vezes fica com o coração na mão, outras vezes dá uma risada e sempre se emociona com o personagem principal, soltando alguns “tadinho” e outros “que fofo”.

O longa conta a história do jogador de futebol americano Michael Oher (Quinton Aeron), ou “Big Mike” como ele normalmente é chamado, mas deixa claro desde o princípio que nunca gostou do apelido. Abandonado pelo pai, tirado dos cuidados da mãe – devido ao seu uso indevido de drogas – e sem lugar para ficar. É assim que o jovem Big Mike, de 18 anos, começa sua história. Graças a ajuda de um amigo, Big Mike consegue uma bolsa de estudos em uma escola particular por causa de seu único talento: Os esportes. Ou seu tamanho fora do normal.

Big Mike tem um QI de 80 pontos, bem baixo para a idade dele, o que lhe dá grandes dificuldades para aprender. Morando na quadra coberta da escola e só com uma muda de roupa, ele encontra sua futura tutora, Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock) que lhe oferece sua casa, sua família e sua ajuda para que ele possa melhorar, não só nos estudos, mas como também na vida.

A partir dai o sentimento familiar fica cada vez mais forte entre Big Mike e Leigh Anne que é obrigada a passar por todos os tipos de provas e reprovações por ter adotado um garoto negro para sua feliz casa republicana.

A história é tocante. Afinal, quem não fica um pouco emocionado com uma história que envolve preconceito, mudança, superação e realidade? Esse é mais uma série dos filmes que fazem muita gente repensar algumas coisas da vida, mas só algumas.

~ por Juliana em março 25, 2010.

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