Contos de Nova York

FilmeAs melhores dicas de filmes, bandas e artistas acontecem quando as pessoas estão envolta de uma mesa vagabunda tomando cerveja até os olhos começarem a falhar. No meu caso não é diferente, graças as diversas conversas de bar, conheci coisas que nunca tinha ouvido falar, algumas que já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha testado para ver se a qualidade, por assim dizer, era boa.

Esse é o caso do filme que indico hoje, depois de mais de um mês (para variar) sem postagem, finalmente tomei vergonha na cara para escrever algo. Esse filme foi indicado pelo meu chefe, Mauricio Bonas e obviamente não é do meu tempo, mas isso não vem ao caso.

Conversando sobre a vida e besteiras a mais, ele me citou um filme que tinha quase certeza que seria do meu gosto, principalmente pela trilha sonora mais do que fantástica da primeira parte e a história de vida da segunda parte.

Contos de Nova York, como já diz o título, envolve três curtas feitos por grandes nomes do cinema americano com o mesmo cenário, Nova York, porém com histórias totalmente diferentes. O Filme começa com Martin Scorsese, indo para Francis Coppola e terminando em Woody Allen.

O primeiro conto é o Life Lessons (Lições de Vida), dirigido por Martin Scorsese:

Lionel Dobie (Nick Nolte) é um famoso artista plástico fanfarrão e maluco (como todo artista que se preste) que se encontra apaixonado por Paulette (Rosanna Arquette), sua assistente e supostamente namorada que planeja abandoná-lo. Ele faz de tudo para consegui-la por perto, mantê-la mesmo que sob tortura. O enredo continua com as maluquices artísticas dele, ao som de Procol Harum e outros grandes nomes do rock clássico e suas maluquices de amor. O que ele não nota é que essas maluquices só fazem Paulette se distanciar mais. Ela é jovem e cheia de planos que aos poucos foram destruídos pela vida real e pelo convívio com Lionel. E ele não nota que o que ela, na realidade, não é o “grande amor de sua vida”, mas sim sua musa inspiradora e que como toda musa, uma hora vai embora.

O segundo conto é, em minha opinião, o mais fraco. Dirigido por Francis Coppola, “Life Without Zoe” (Vida sem Zoe) tem um ar infantil e maduro ao mesmo tempo:

Zoe (Heather McComb) é uma garota rica, mora em um hotel e tem a cabeça de uma pessoa de 30 anos de idade, ou pensa que tem. Veste-se como tal, a propósito. Como a maioria das garotas que vivem a vida com pais ausentes, ela aprende a se virar com a ajuda de um amigo do hotel. Mesmo com os pais longe, ela mantém as lembranças das poucas vezes que estiveram juntos, como quando seu pai tocava flauta para ela antes de dormir.

O terceiro e, obviamente, mais divertido, é dirigido por Woody Allen, chama-se “Édipo Arrasado” e traz, como de praxe, Woody Allen como o ator principal, vivendo Sheldon Mills.

Sheldon é um homem já na base dos seus 40, porém bastante complexado com a sua mãe superprotetora e reclamenta. Daquelas que falam “leve um casaco”, mesmo quando está um sol de 30 graus lá fora. Em conversas com seu psicólogo, Sheldon conta que não suporta mais isso, pois agora está em um relacionamento sério, pretendendo se casar, e morre de medo de apresentar sua noiva a sua mãe. Sabe que no momento que a encontrar, todos os papos de mães super protetoras vão voltar: As fotos de infância, Histórias embaraçosas, ex-namoradas fantásticas, doenças ao longo da vida, etc. E ele está certo. Quando que sua vida não pode piorar mais, Sheldon leva sua mãe, sua namorada e os dois filhos dela para o circo. No meio de um dos espetáculos, o mágico pede uma ajudante, pegando a Sra. Mills para tal. O problema é que no meio do truque, a mãe de Sheldon some e não aparece mais.

Sheldon pensa que finalmente sua vida terá paz, mas o tormento piora quando sua mãe começa a aparecer em todos os lugares para importuná-lo.

O filme todo vale muito a pena, difícil de ser encontrado em qualquer locadora, afinal em 1989, quando o filme foi lançado, não se tinha nem a vaga ideia do que seria DVD. Você consegue muito mais fácil por VHS, mas o problema é ainda ter um tocador de VHS em casa sobrando. Caso o contrário, em locadoras grandes, como a 2001, ou a Home Video, você consegue achá-lo em DVD.

Espero que gostem da dica. A baixo deixarei um vídeo do primeiro conto, mais dados sobre o filme e a crítica de Pablo Villaça, do Cinema em Cena.

Dados sobre o Filme

Crítica de Pablo Villaça

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~ por Juliana em agosto 5, 2010.

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